O paradoxo das decisões: dados e feeling na medida certa 

Quanta Previdência • 23 de setembro de 2024
Janaina Bernardino, head de relacionamento e sucesso do cliente, compartilha seus insights para tomar decisões balanceadas entre razões e emoções.

Tomar decisões é como ser um trapezista! De um lado, temos os dados. Frios, precisos e calculistas, que nos orientam com a precisão de um GPS em uma estrada desconhecida. Do outro, temos o feeling, aquele toque humano que a experiência traz, nos sussurrando para virar à esquerda quando os números insistem na direita. O desafio? Saber quando confiar nos dados e quando ouvir aquela voz interna. Mas atenção, porque esse equilíbrio não é fácil de alcançar! Gerir com equilíbrio essas variáveis é essencial para evitar decisões conservadoras em excesso ou prematuras demais. Os dois cenários trazem riscos financeiros, comerciais ou estratégicos. 

Imagine que os dados são os sapatos que usamos nessa caminhada — eles nos dão firmeza e direção. Mas o feeling? Ah, o feeling é como o vento que sentimos no rosto, indicando quando é hora de correr ou de caminhar devagar. Um sem o outro, e corremos o risco de tropeçar ou, pior ainda, cair. Portanto, se a chave do sucesso é saber quando acelerar ou pisar no freio, os dados e o feeling são os nossos melhores copilotos nessa jornada de decisões assertivas. 

No mundo dos negócios, o feeling nos confere aquela intuição afiada e a capacidade de ler entre as linhas, que muitas vezes são invisíveis aos olhos dos números. É o que nos permite identificar tendências emergentes, antecipar movimentos do mercado, sinais de problema e, muitas vezes, tomar decisões ousadas que desafiam a lógica aparente. No entanto, os dados oferecem a precisão necessária para fundamentar essas decisões, garantindo que elas sejam sustentáveis a longo prazo e alinhadas com os objetivos estratégicos da empresa. 

A verdadeira maestria na gestão reside em saber quando confiar em um e quando recorrer ao outro para confirmar uma percepção. Decisões guiadas exclusivamente pelo feeling podem resultar em ações impulsivas e arriscadas. No Brasil, os dados do último IBGE revelam a dificuldade de tomadas de decisões bem fundamentadas. Os dados mostram que 80% das Empresas decretam falência no primeiro ano e 60% nos primeiros 5 anos. A boa gestão indica que é necessário usar dados que sedimentem percepções e confirmem hipóteses nutridas pelo feeling. 

Por outro lado, a dependência excessiva de dados pode levar à paralisia por análise ou à perda de oportunidades que só um olhar humano poderia capturar. Equilibrar esses dois elementos é, portanto, um exercício de arte e ciência, onde o gestor deve atuar como um maestro, harmonizando a intuição e a análise quantitativa para criar uma sinfonia de decisões bem fundamentadas. 

Nesse contexto, a adoção de tecnologias avançadas de análise de dados, como machine learning e inteligência artificial, pode amplificar a capacidade de um gestor de interpretar grandes volumes de informações, sem perder de vista o fator humano. Em última análise, são essas decisões equilibradas, informadas tanto pelo poder dos dados quanto pela sensibilidade humana, que garantirão a resiliência e o crescimento sustentável da organização moderna, inovadora, financeiramente sustentável e bem sucedida. 

Na Quanta, esse equilíbrio entre dados e intuição está no centro de nossa filosofia de gestão. Acreditamos que as melhores decisões surgem quando combinamos a análise rigorosa dos dados com a sensibilidade do feeling humano. Todos os nossos colaboradores são incentivados a intraempreender, com a liberdade de experimentar, aprender com os erros e ajustar o rumo rapidamente. Essa mentalidade de inovação ágil, aliada a uma base sólida de dados, nos permite crescer de forma sustentável e alcançar o sucesso nos produtos e serviços que oferecemos aos nossos mais de 200 mil participantes.  

26 de agosto de 2026
Quanto sua família precisaria se sua renda faltasse? Conheça a Proteção Familiar Quanta e simule uma proteção adequada à sua realidade.
19 de agosto de 2026
Quando falamos de Previdência Instituída, falamos de uma das grandes inovações do sistema de previdência complementar fechado no Brasil. Ela permite levar previdência para públicos que, muitas vezes, não estão nos planos patrocinados tradicionais: profissionais liberais, empresários, associados, cooperados, colaboradores, famílias e comunidades organizadas. É uma resposta moderna para um desafio antigo: ampliar o acesso à proteção financeira de longo prazo. Mas há uma provocação importante: a Previdência Instituída não escala apenas porque é uma boa ideia . Ela escala quando essa boa ideia se transforma em uma operação viva, digital, eficiente, conectada e centrada no participante. E é aqui que entra a tecnologia. Não falo de tecnologia apenas como sistema administrativo, aplicativo, portal ou CRM. Tudo isso é importante, claro. Mas é só uma parte da história. Na Previdência Instituída, tecnologia precisa ser entendida como modelo de gestão . É processo digitalizado, dado bem tratado, automação de rotinas, inteligência artificial aplicada, integração com canais dos instituidores ou distribuidores. É também jornada do participante com oportunidades de autosserviço, atendimento em escala. E por fim, é especialmente letramento digital dos times. Na Quanta, aprendemos isso na prática. Nascemos e seguimos operando como uma EFPC: sem fins lucrativos, regulada pela PREVIC, com governança, conselhos, comitês, transparência e compromisso de longo prazo. Mas, ao longo da nossa trajetória, desenvolvemos capacidades que raramente coexistem em uma entidade tradicional. Hoje, operamos com cerca de 250 mil participantes , aproximadamente R$ 8,7 bilhões sob gestão , mais de 50 cooperativas conectadas , presença multissistema, cerca de 15 distribuidores , mais de 60 contratos de aporte de empregador, aproximadamente R$ 150 milhões por mês em cobrança processada e cerca de 20 mil atendimentos mensais . Esses números mostram algo simples: quando a Previdência Instituída ganha escala, ela deixa de ser uma operação artesanal. Passa a exigir arquitetura operacional, processos, dados, automação, canais, governança e cultura digital. A nossa tese está ancorada em três pilares: escala, experiência e eficiência . Escala, porque a Previdência Instituída precisa chegar a públicos pulverizados, em diferentes regiões, canais e níveis de maturidade financeira. O desafio não é apenas vender um plano. É transformar potencial em acesso, adesão e permanência. Isso exige padronizar jornadas, apoiar canais, automatizar adesão, processar cobranças, acompanhar portabilidades, medir conversão, segmentar públicos e sustentar milhares de interações. Experiência , porque previdência ainda parece, para muita gente, algo distante, técnico e “para depois”. Mas a vida financeira não espera a aposentadoria para acontecer. Ela acontece quando a pessoa casa, tem filhos, troca de carreira, empreende, cuida dos pais, planeja sucessão, enfrenta uma doença, perde renda ou decide viver mais livre. Por isso, a tecnologia precisa aproximar a previdência da vida real. A jornada começa com diagnóstico de objetivos e passa por recomendação, contribuição, proteção, revisão, portabilidade, educação financeira, perfis de investimento e opções de renda. É a mudança da lógica do “compre um plano” para “vamos organizar sua vida financeira, sua proteção e sua liberdade futura” . Eficiência, porque em uma EFPC eficiência não é apenas uma agenda administrativa. É uma agenda previdenciária. Quanto menor o custo e mais inteligente a operação, maior o valor líquido que pode permanecer com o participante. Na Quanta, nosso custo per capita é de aproximadamente R$ 252 , enquanto a média setorial indicada nos nossos estudos gira em torno de R$ 1.200 . Nossa taxa é próxima de 0,25% ao ano , enquanto produtos do mercado aberto podem chegar a patamares próximos de 1,50% ao ano . Em previdência, diferença de custo não é detalhe. No longo prazo, custo vira patrimônio — ou vira perda de oportunidade. Outro ponto importante: tecnologia também nos ajuda a enxergar o que ainda não capturamos. Muitas vezes, a maior oportunidade não está em buscar um mercado completamente novo, mas em ativar melhor a base que já confia na instituição. Nos nossos estudos, identificamos cerca de R$ 7,2 bilhões em potencial de portabilidade , aproximadamente R$ 686 milhões em potencial de proteção familiar e apenas 3% do potencial tributário capturado . Isso mostra que ainda há espaço relevante para revisão de contribuições, ampliação de proteção familiar, uso estratégico do benefício fiscal, adesão automática, ativação de famílias e jornadas para crianças e dependentes. Mas nada disso se captura com campanha genérica. Exige dado, segmentação, inteligência, automação, comunicação personalizada, integração com canais e acompanhamento contínuo. Olhando para frente, vejo dois caminhos. O primeiro é usar tecnologia para digitalizar o modelo atual: trocar papel por tela, atendimento físico por portal, campanha por disparo digital. Isso melhora. Mas não transforma. O segundo é redesenhar a previdência a partir da jornada do participante. Integrar previdência, proteção, educação financeira, longevidade, dados, IA, automação, canais e relacionamento. Esse é o caminho que transforma a proposta de valor. A Previdência Instituída tem uma oportunidade enorme no Brasil. Ela amplia acesso, conecta comunidades, entrega governança, regulação, custo eficiente e visão de longo prazo. Mas só cumpre todo o seu potencial quando opera com escala, experiência e eficiência. A Previdência Instituída é uma inovação do sistema. Mas ela só escala quando a tecnologia deixa de ser ferramenta e passa a ser modelo de gestão. — Denise Maidanchen, CEO da Quanta Previdência | 25 anos em Previdência Complementar, Presidente do Lide Mulher e Diretora da Uniabrapp
Por Vanessa B 17 de agosto de 2026
A Quanta Previdência informa que as alterações do Regulamento do Plano Precaver foram aprovadas pela PREVIC , por meio da Portaria PREVIC nº 550, de 20 de julho de 2026 , publicada no Diário Oficial da União em 22 de julho de 2026 . A aprovação conclui o processo de alteração regulamentar anteriormente comunicado aos participantes e contempla os ajustes realizados no Regulamento do Plano Precaver. Com a conclusão dessa etapa, ficam formalizadas as alterações regulamentares aprovadas pelo órgão regulador. Para conhecimento e consulta, o Regulamento do Plano Precaver aprovado pela PREVIC está disponível em anexo a este comunicado . A Quanta Previdência reforça seu compromisso com a transparência, a segurança e a conformidade regulatória , mantendo os participantes informados sobre as atualizações relevantes do Plano. Confira o Regulamento aprovado.