As pessoas 60+ e a longevidade saudável: a importância do planejamento e autogestão na aposentadoria

Quanta Previdência • 22 de janeiro de 2024

Vivemos tempos de profunda e veloz transformação em sociedade. Graças aos avanços da medicina e à mudança de hábitos de saúde corporal, a expectativa de vida vem aumentando gradativamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa de vida no Brasil chegou ao patamar de 76 anos, 4 anos acima da média mundial.

A longevidade saudável se tornou uma conquista, um importante valor. A tecnologia impulsionou o desenvolvimento humano permitindo que a longevidade com qualidade de vida deixasse de ser uma utopia, para se tornar cada vez mais algo tangível. A postergação do fim da vida e a estruturação do corpo humano para suportar a experiência física de longo prazo tornam-se objetivos cada vez mais factíveis, conforme demostram os estudos dos mais avançados centros de pesquisa.

A ocupação do tempo ocioso por ocasião da chegada da aposentadoria, que tradicionalmente era vista como um momento a ser direcionado para o descanso ou para o entretenimento, agora passa a ser visto como uma oportunidade para novos desafios. Qualificando a longevidade saudável, novos horizontes surgem, viabilizando até mesmo um novo recomeço profissional a depender, é claro, dos objetivos e perfil de cada um.

Estamos pela primeira vez na história, graças aos avanços tecnológicos, diante de um novo redimensionamento do tempo. Há uma inédita perspectiva de valoração do tempo na vida das pessoas, de modo que cada indivíduo passa a fazer escolhas que consideram as experiências vividas no passado, focando em oportunidades que sejam mais positivas ou benéficas a sua integridade mental e física.

Dentre as oportunidades benéficas mencionadas, tem-se a possibilidade de escolha de investimento do tempo, em produção ou aprimoramento profissional. Nesse sentido, podemos citar dois exemplos de pessoas maduras que alcançaram êxito e amplo reconhecimento profissional após os 60 anos de idade e que bem simbolizam a possibilidade de transformação da fase de envelhecimento em um período de realizações e grandes conquistas.

O primeiro seria o escritor português José Saramago, que escreveu boa parte das suas reconhecidas obras literárias na plenitude de sua maturidade após 60 anos. Sua trajetória e talento foram reconhecidos por ocasião da conquista do Prêmio Nobel de Literatura em 1998, quando havia alcançado 76 anos de idade.

Outro exemplo é o renomado psicólogo e economista Daniel Kahneman, que se notabilizou pela pesquisa acerca do funcionamento da psiquê humana quando da tomada de decisão, bem estruturando a mais reconhecida teoria no âmbito da economia comportamental. Por seu esforço e genialidade, Kahneman foi laureado com o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas  de 2002, no auge dos seus 68 anos.

Tantos outros exemplos de sucesso alcançado por pessoas maduras poderiam ser aqui mencionados. O que esse ponto nos desafia a refletir é que esse mesmo sucesso alcançado pelos escritores citados, pode sim ser conquistado, guardadas as devidas proporções, por qualquer pessoa que se permita realizar um adequado planejamento financeiro, aliado a um estratégico planejamento profissional.

Com as ferramentas tecnológicas disponíveis hoje no mercado, que auxiliam qualquer pessoa a realizar o seu próprio planejamento pessoal para a longevidade saudável, pode-se potencializar e qualificar em muito os objetivos inicialmente traçados por quem queira chegar na fase da aposentadoria com qualidade de vida e segurança financeira.

O gerenciamento eficiente dos recursos na fase de aposentadoria diz respeito a um processo contínuo e permanente. O custo de vida deve ser um dos principais alvos de análise e planejamento por parte dos aposentados que objetivam alcançar estabilidade financeira e tranquilidade emocional.

Torna-se fundamental mapear e criticar os gastos mensais tais como despesas com moradia, alimentação, saúde, lazer, transporte, entre outras. Além disso, importante levar em conta o momento da economia, as tendências de mercado, o processo inflacionário e o tempo de duração da aposentadoria. Recomendável, também, que o aposentado, com auxílio de um profissional especializado, estabeleça um plano de gastos em relação ao valor mensal de aposentadoria recebido, antevendo também possíveis gastos futuros com saúde e novas necessidades.

Ou seja, a decisão depende única e exclusivamente dos aposentados. Cabem a eles refletirem e decidirem a melhor forma de gerir seus recursos e potencializar seus investimentos. Eles não precisam estar sozinhos nesta desafiadora caminhada rumo a uma aposentadoria estável. Como dito, com apoio e cooperação para seu planejamento financeiro, aumentam em muito as chances dos aposentados de alcançarem uma maturidade mais segura e feliz, plena em realizações.

26 de agosto de 2026
Quanto sua família precisaria se sua renda faltasse? Conheça a Proteção Familiar Quanta e simule uma proteção adequada à sua realidade.
19 de agosto de 2026
Quando falamos de Previdência Instituída, falamos de uma das grandes inovações do sistema de previdência complementar fechado no Brasil. Ela permite levar previdência para públicos que, muitas vezes, não estão nos planos patrocinados tradicionais: profissionais liberais, empresários, associados, cooperados, colaboradores, famílias e comunidades organizadas. É uma resposta moderna para um desafio antigo: ampliar o acesso à proteção financeira de longo prazo. Mas há uma provocação importante: a Previdência Instituída não escala apenas porque é uma boa ideia . Ela escala quando essa boa ideia se transforma em uma operação viva, digital, eficiente, conectada e centrada no participante. E é aqui que entra a tecnologia. Não falo de tecnologia apenas como sistema administrativo, aplicativo, portal ou CRM. Tudo isso é importante, claro. Mas é só uma parte da história. Na Previdência Instituída, tecnologia precisa ser entendida como modelo de gestão . É processo digitalizado, dado bem tratado, automação de rotinas, inteligência artificial aplicada, integração com canais dos instituidores ou distribuidores. É também jornada do participante com oportunidades de autosserviço, atendimento em escala. E por fim, é especialmente letramento digital dos times. Na Quanta, aprendemos isso na prática. Nascemos e seguimos operando como uma EFPC: sem fins lucrativos, regulada pela PREVIC, com governança, conselhos, comitês, transparência e compromisso de longo prazo. Mas, ao longo da nossa trajetória, desenvolvemos capacidades que raramente coexistem em uma entidade tradicional. Hoje, operamos com cerca de 250 mil participantes , aproximadamente R$ 8,7 bilhões sob gestão , mais de 50 cooperativas conectadas , presença multissistema, cerca de 15 distribuidores , mais de 60 contratos de aporte de empregador, aproximadamente R$ 150 milhões por mês em cobrança processada e cerca de 20 mil atendimentos mensais . Esses números mostram algo simples: quando a Previdência Instituída ganha escala, ela deixa de ser uma operação artesanal. Passa a exigir arquitetura operacional, processos, dados, automação, canais, governança e cultura digital. A nossa tese está ancorada em três pilares: escala, experiência e eficiência . Escala, porque a Previdência Instituída precisa chegar a públicos pulverizados, em diferentes regiões, canais e níveis de maturidade financeira. O desafio não é apenas vender um plano. É transformar potencial em acesso, adesão e permanência. Isso exige padronizar jornadas, apoiar canais, automatizar adesão, processar cobranças, acompanhar portabilidades, medir conversão, segmentar públicos e sustentar milhares de interações. Experiência , porque previdência ainda parece, para muita gente, algo distante, técnico e “para depois”. Mas a vida financeira não espera a aposentadoria para acontecer. Ela acontece quando a pessoa casa, tem filhos, troca de carreira, empreende, cuida dos pais, planeja sucessão, enfrenta uma doença, perde renda ou decide viver mais livre. Por isso, a tecnologia precisa aproximar a previdência da vida real. A jornada começa com diagnóstico de objetivos e passa por recomendação, contribuição, proteção, revisão, portabilidade, educação financeira, perfis de investimento e opções de renda. É a mudança da lógica do “compre um plano” para “vamos organizar sua vida financeira, sua proteção e sua liberdade futura” . Eficiência, porque em uma EFPC eficiência não é apenas uma agenda administrativa. É uma agenda previdenciária. Quanto menor o custo e mais inteligente a operação, maior o valor líquido que pode permanecer com o participante. Na Quanta, nosso custo per capita é de aproximadamente R$ 252 , enquanto a média setorial indicada nos nossos estudos gira em torno de R$ 1.200 . Nossa taxa é próxima de 0,25% ao ano , enquanto produtos do mercado aberto podem chegar a patamares próximos de 1,50% ao ano . Em previdência, diferença de custo não é detalhe. No longo prazo, custo vira patrimônio — ou vira perda de oportunidade. Outro ponto importante: tecnologia também nos ajuda a enxergar o que ainda não capturamos. Muitas vezes, a maior oportunidade não está em buscar um mercado completamente novo, mas em ativar melhor a base que já confia na instituição. Nos nossos estudos, identificamos cerca de R$ 7,2 bilhões em potencial de portabilidade , aproximadamente R$ 686 milhões em potencial de proteção familiar e apenas 3% do potencial tributário capturado . Isso mostra que ainda há espaço relevante para revisão de contribuições, ampliação de proteção familiar, uso estratégico do benefício fiscal, adesão automática, ativação de famílias e jornadas para crianças e dependentes. Mas nada disso se captura com campanha genérica. Exige dado, segmentação, inteligência, automação, comunicação personalizada, integração com canais e acompanhamento contínuo. Olhando para frente, vejo dois caminhos. O primeiro é usar tecnologia para digitalizar o modelo atual: trocar papel por tela, atendimento físico por portal, campanha por disparo digital. Isso melhora. Mas não transforma. O segundo é redesenhar a previdência a partir da jornada do participante. Integrar previdência, proteção, educação financeira, longevidade, dados, IA, automação, canais e relacionamento. Esse é o caminho que transforma a proposta de valor. A Previdência Instituída tem uma oportunidade enorme no Brasil. Ela amplia acesso, conecta comunidades, entrega governança, regulação, custo eficiente e visão de longo prazo. Mas só cumpre todo o seu potencial quando opera com escala, experiência e eficiência. A Previdência Instituída é uma inovação do sistema. Mas ela só escala quando a tecnologia deixa de ser ferramenta e passa a ser modelo de gestão. — Denise Maidanchen, CEO da Quanta Previdência | 25 anos em Previdência Complementar, Presidente do Lide Mulher e Diretora da Uniabrapp
Por Vanessa B 17 de agosto de 2026
A Quanta Previdência informa que as alterações do Regulamento do Plano Precaver foram aprovadas pela PREVIC , por meio da Portaria PREVIC nº 550, de 20 de julho de 2026 , publicada no Diário Oficial da União em 22 de julho de 2026 . A aprovação conclui o processo de alteração regulamentar anteriormente comunicado aos participantes e contempla os ajustes realizados no Regulamento do Plano Precaver. Com a conclusão dessa etapa, ficam formalizadas as alterações regulamentares aprovadas pelo órgão regulador. Para conhecimento e consulta, o Regulamento do Plano Precaver aprovado pela PREVIC está disponível em anexo a este comunicado . A Quanta Previdência reforça seu compromisso com a transparência, a segurança e a conformidade regulatória , mantendo os participantes informados sobre as atualizações relevantes do Plano. Confira o Regulamento aprovado.