Gestão de Riscos e Transparência: qual a importância disso para os Planos Instituídos? 

Quanta Previdência • 24 de outubro de 2023

A CGPC – Conselho de Gestão da Previdência Complementar – nº 13, de 1º de outubro de 2004, completou 19 anos e nos lembra da importância da governança em Entidades Fechadas de Previdência Complementar.  

De acordo com esta regulamentação, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar devem implementar princípios, regras e práticas de governança, gestão e controles internos que correspondam ao tamanho, complexidade e riscos inerentes dos planos de benefícios. O objetivo é garantir o cumprimento dos objetivos estabelecidos. 

Isso é especialmente relevante, já que a previdência complementar alcançou patamares inimagináveis desde a sua criação. Ao longo do tempo, os planos de benefícios evoluíram para atender às necessidades da sociedade, incluindo até familiares de profissionais que desejam garantir um futuro mais seguro e melhor. 

E a governança desempenha um papel crucial nos planos instituídos, os quais atraem participantes com vínculos diretos e indiretos. Neste sentido, há diversos aspectos formais relevantes a serem considerados, mas dentre os principais estão o princípio da transparência e a gestão baseada em riscos .  

De acordo com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), a transparência é um dos cinco princípios fundamentais da governança corporativa , juntamente com integridade, equidade, responsabilização e sustentabilidade, para tanto, define a transparência com o seguinte conceito 1 :  

  • Disponibilizar, para as partes interessadas, informações verdadeiras, tempestivas, coerentes, claras e relevantes, sejam elas positivas ou negativas, e não apenas aquelas exigidas por leis ou regulamentos. Essas informações não devem restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os fatores ambiental, social e de governança. A promoção da transparência favorece o desenvolvimento dos negócios e estimula um ambiente de confiança para o relacionamento de todas as partes interessadas. 

A transparência é um princípio crucial na gestão de planos institucionais, pois é a base para a construção da confiança nas relações interpessoais. Ao comunicar e informar abertamente os participantes, é possível fortalecer a relação com a entidade. Além disso, a transparência transmite segurança para que outros indivíduos se beneficiem do plano por meio de vínculos indiretos, agregando valor ao plano e garantindo um futuro melhor para mais pessoas. 

Como funciona a transparência na Quanta? 

Na Quanta, a transparência é primordial, que começa com o próprio site da entidade. No portal Governança Transparente , é possível acessar informações sobre a estrutura organizacional, políticas e cultura da organização. Isso garante que a gestão seja realizada de forma clara, sem deixar espaço para dúvidas. Portanto, utiliza um método transparente de comunicação e essencial para estabelecer uma relação de confiança com os participantes. 

Outro aspecto importante da governança é a gestão baseada em riscos, tendo em vista que há riscos que são inerentes ao seguimento de previdência complementar. Por essa razão, é vital dispor de uma sistemática de gestão de riscos bem elaborada, executada com disciplina e acompanhada de um plano de gestão adequado. 

Gestão de riscos  

A Quanta adota uma abordagem de gestão baseada em riscos, pois acredita que para manter um crescimento exponencial, é fundamental ter uma gestão eficaz que permita a identificação precoce de possíveis riscos, a fim de mitigá-los com antecedência e solucionar rapidamente seus impactos, caso ocorram.  

Consequentemente, a Quanta investe em profissionais especializados em gestão de riscos e promove a capacitação contínua de seus colaboradores para garantir que essa cultura esteja presente em todas as atividades diárias. 

Para a eficiência da administração de riscos, a Quanta estabeleceu uma Política de Gestão de Riscos, esta contém uma série de regras que orientam e definem as ações e os procedimentos a serem adotados. O modelo definido baseia-se nos princípios, estrutura e processos da Norma ABNT NBR ISO 31000 – Gestão de Riscos (versão 2018). 

A ISO 31000:2018 é uma norma internacional que apresenta orientações para o gerenciamento de riscos em organizações. Ela estabelece um processo sistemático para identificar, avaliar, tratar e monitorar os riscos que uma organização pode enfrentar em suas atividades. 

Além de seguir um padrão internacional, a Quanta possui avaliações anuais e periódicas de riscos e controles, com a finalidade de mitigar a materialização do risco e garantir que a gestão de riscos esteja sempre alinhada com o desenvolvimento dos processos e objetivos da organização. 

Uma entidade com uma gestão de riscos sólida atravessa adversidades com maior segurança, fortalecendo-se com as lições adquiridas. As consequências dos riscos são minimizadas em relação a perdas e despesas, por conseguinte somando mais recursos na conta do participante e um PGA – Programa de Gestão Administrativa – mais equilibrado no plano de benefícios. 

Assim, quase duas décadas após a publicação da CGPC nº 13 de 2004, compreendemos o quanto o seguimento da previdência complementar fechada evoluiu e a importância do princípio da transparência na relação com os participantes e a sociedade em geral. E uma gestão de riscos bem estruturada é fundamental para minimizar as perdas em momentos difíceis, garantindo os recursos dos participantes e a sustentabilidade do plano de benefícios por meio do PGA. 

Por Gabriela FB 29 de dezembro de 2025
Anualmente, no mês de janeiro, conforme previsto em regulamento, acontece a atualização monetária das contribuições (contribuição básica mensal e contribuição de Proteção Familiar) dos participantes do Plano Cooprev. A atualização tem como base a inflação no período e tem o objetivo de manter o valor real das projeções no futuro, permitindo que o saldo individual de previdência, bem como os capitais segurados (de pensão por morte e invalidez total e permanente), permaneçam atualizados. O indexador definido para as atualizações é o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrado de dezembro de 2024 a novembro de 2025. A metodologia de cálculo para reajuste das contribuições segue os seguintes critérios: Participantes que aderiram ao Plano até o mês de dezembro de 2024, terão seus valores de contribuição atualizados com a variação do IPCA acumulado no período de dezembro de 2024 a novembro de 2025, ou seja, de 4,46%. Participantes que aderiram ao Plano ou realizaram alteração de contribuições após dezembro de 2024, terão seus valores atualizados com a variação proporcional do IPCA acumulado entre o mês de adesão/alteração e novembro de 2025. Os capitais segurados são reajustados pelo índice e com base no novo valor de capital segurado e na idade atual do participante, é apurado o novo valor de contribuição de proteção familiar. IMPORTANTE: Existem empresas que realizam contribuições extras no Plano de seus colaboradores, bem como contribuições para proteção familiar. Nesses casos, conforme regulamento do plano: CONTRIBUIÇÃO EXTRA EMPREGADOR: não haverá reajuste; CONTRIBUIÇÃO DE PROTEÇÃO FAMILIAR: haverá reajuste. A Empresa poderá alterar o valor da contribuição, conforme as regras de seus respectivos contratos. Confira abaixo a tabela com o IPCA registrado no período avaliado, bem como a variação acumulada no período utilizado para o cálculo do reajuste:
Por Gabriela FB 15 de dezembro de 2025
Descubra como a previdência para autônomos pode garantir liberdade e segurança no futuro. Dicas de planejamento financeiro para freelancers, MEIs e autônomos.
Por Gabriela FB 3 de dezembro de 2025
Confira as novidades no novo regulamento do Plano Cooprev que foi aprovado pela PREVIC e coloca alterações relevantes para o futuro de novos participantes.