O que os economistas projetam para os juros em 2027 e como isso influencia a previdência complementar?

12 de agosto de 2026

O comportamento dos juros está entre os assuntos mais acompanhados por economistas, investidores e empresas. Afinal, a taxa Selic influencia desde as decisões de consumo e crédito até a rentabilidade de diferentes investimentos.


No Dia do Economista, celebrado em 13 de agosto, o tema ganha ainda mais relevância: como será o cenário econômico nos próximos anos e o que as projeções indicam para 2027?


Embora ninguém consiga prever exatamente o futuro da economia, os especialistas acompanham indicadores que ajudam a construir cenários e orientar decisões. Entre eles estão inflação, crescimento econômico, câmbio e taxa básica de juros.


Para quem investe pensando no futuro, como no caso da previdência complementar, compreender esses movimentos é importante. Mas tão importante quanto acompanhar o cenário é entender que investimentos de longo prazo são construídos para atravessar diferentes ciclos econômicos.

Por que a Selic influencia tanto a economia brasileira?

A Selic é a principal taxa de juros da economia brasileira e funciona como um dos instrumentos utilizados pelo Banco Central para controlar a inflação.


Quando os preços avançam de forma mais acelerada, o aumento dos juros tende a reduzir o consumo e desacelerar a economia, ajudando no processo de controle inflacionário. Já em momentos em que a inflação está mais equilibrada e existe necessidade de estimular a atividade econômica, o movimento pode ser de redução da taxa.


Essa dinâmica impacta diversos aspectos financeiros do dia a dia:

  • custo de financiamentos e empréstimos;
  • decisões de empresas sobre investimentos;
  • comportamento dos mercados;
  • rentabilidade de diferentes classes de ativos;
  • planejamento financeiro das famílias.

Por isso, cada decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) é acompanhada atentamente pelo mercado.

O Banco Central utiliza uma série de indicadores para definir sua estratégia de política monetária, buscando manter a inflação sob controle e criar um ambiente econômico mais previsível.

O que o mercado espera para os juros em 2027?

Uma das principais referências para acompanhar as expectativas econômicas no Brasil é o Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. O relatório reúne projeções de instituições financeiras para indicadores como inflação, Selic, PIB e câmbio.


Nas projeções divulgadas em junho de 2026, o mercado revisou novamente suas expectativas para a trajetória dos juros, ainda impactadas pela pressão inflacionária global com os conflitos geopolíticos.


A estimativa para a Selic ao final de 2026 passou para 13,75% ao ano, enquanto a projeção para 2027 avançou para 12% ao ano. Para 2028, a expectativa ficou em 10,25% ao ano.


Essas revisões refletem a avaliação dos economistas sobre fatores como comportamento da inflação, cenário fiscal, atividade econômica e ambiente internacional.


A inflação segue como um dos principais pontos de atenção. A expectativa para o IPCA de 2026 passou para 5,02%, acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, enquanto a projeção para 2027 ficou em 4,22%.


O mercado também acompanha outros indicadores. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 ficou próxima de 2%, enquanto a projeção para 2027 permanece em torno de 1,52%.

Já o câmbio continua sendo outro elemento relevante para a economia. As projeções indicam dólar em patamares próximos a R$ 5,28 para 2027.


Esses números mostram que o cenário econômico continua sujeito a ajustes. Projeções não são certezas, mas referências que ajudam investidores e empresas a tomar decisões mais conscientes.

Como o cenário de juros afeta quem investe para o futuro?

Quando os juros mudam, é comum que investidores questionem se precisam alterar suas estratégias.

No entanto, quem investe com objetivos de longo prazo precisa observar uma perspectiva diferente.

A construção de patrimônio acontece ao longo de anos ou décadas, período em que a economia naturalmente passa por diferentes fases:


  • ciclos de juros altos e baixos;
  • períodos de maior ou menor inflação;
  • crescimento e desaceleração econômica;
  • mudanças no cenário internacional.


Por isso, decisões tomadas exclusivamente com base no cenário atual podem comprometer objetivos futuros.

Na previdência complementar, o foco não está em aproveitar apenas um momento específico da economia, mas em construir uma estratégia capaz de acompanhar diferentes ciclos.

Qual a relação entre juros e previdência complementar?

A relação entre juros e previdência complementar existe, mas é mais ampla do que simplesmente observar se a Selic está alta ou baixa.

Os recursos de um plano de previdência são investidos seguindo uma política de investimentos definida para cada perfil, considerando diferentes classes de ativos.

Na Quanta Previdência, os participantes contam com cinco perfis de investimento, que atendem diferentes objetivos e níveis de tolerância ao risco:


  • Conservador Referenciado DI: voltado para quem prioriza baixa oscilação e preservação do saldo acumulado;
  • Moderado Inflação: busca preservar o poder de compra acompanhando a inflação;
  • Conservador Renda Fixa: indicado para quem valoriza segurança e menor volatilidade;
  • Moderado Multiestratégia: para quem quer diversificação e aceita alguma variação em busca de resultados no longo prazo;
  • Arrojado: Além da carteira diversificada, é destinado a quem possui maior tolerância ao risco e busca potencial de maior rentabilidade no longo prazo.


Essa diversidade permite que cada participante escolha uma estratégia mais alinhada ao seu momento de vida e aos seus objetivos financeiros.


Em períodos de juros elevados, investimentos ligados à renda fixa podem ganhar destaque. Já em outros ciclos econômicos, estratégias diversificadas podem contribuir para buscar melhores oportunidades.


O ponto central é que a previdência complementar foi criada para acompanhar uma jornada longa, e não uma fotografia momentânea da economia.

O erro de tomar decisões financeiras olhando apenas para o curto prazo

Mudanças na Selic, inflação ou mercado financeiro costumam gerar insegurança. Mas transformar cada notícia econômica em uma mudança imediata de estratégia pode prejudicar a disciplina necessária para construir patrimônio.


Antes de tomar uma decisão, vale refletir:


  • Qual é o meu objetivo financeiro?
  • Estou investindo para os próximos meses ou para as próximas décadas?
  • Minha estratégia está alinhada ao meu perfil?
  • Estou tomando uma decisão planejada ou apenas reagindo ao cenário?

O planejamento financeiro eficiente considera o presente, mas principalmente o futuro que se deseja construir.

Como a Quanta Previdência ajuda no planejamento de longo prazo

A Quanta Previdência é uma Entidade Fechada de Previdência Complementar, sem fins lucrativos, criada dentro dos princípios do associativismo e do cooperativismo de crédito.

Sua missão é promover aos cooperados e seus familiares um planejamento financeiro completo e de longo prazo.


Com mais de 245 mil participantes e mais de R$ 8 bilhões em patrimônio administrado, a Quanta atua na gestão de planos de previdência como Prevcoop, Precaver e Cooprev, oferecendo soluções para diferentes momentos da vida financeira.


Mais do que buscar resultados em um cenário específico, a proposta da previdência complementar é ajudar pessoas a construírem segurança financeira de forma consistente.

Afinal, o futuro financeiro não depende apenas da taxa de juros de um determinado ano, mas das escolhas feitas ao longo da trajetória.

Planejar hoje é preparar o amanhã

O cenário econômico para 2027 mostra que juros, inflação e crescimento continuam sendo fatores acompanhados de perto pelos especialistas.


Mas uma decisão permanece importante independentemente das condições do mercado: construir um planejamento financeiro de longo prazo.


A previdência complementar permite transformar objetivos futuros em uma estratégia organizada, acompanhando diferentes ciclos econômicos e ajudando participantes a manterem o foco no que realmente importa.


Para quem deseja complementar a aposentadoria, proteger a família ou construir patrimônio com visão de futuro, começar o planejamento faz diferença.


Previdência fechada é segura? Entenda como funciona e por que ela pode ser uma das opções mais estáveis do mercado

Na Quanta Previdência, o futuro começa com planejamento

Conheça as soluções da Quanta e descubra como a previdência complementar pode fazer parte da sua estratégia financeira de longo prazo.

Por Vanessa B 12 de agosto de 2026
A Quanta Previdência informa aos seus participantes e assistidos que a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) aprovou as alterações propostas ao Estatuto Social da Entidade, por meio da Portaria PREVIC/DILIC nº 557, de 21 de julho de 2026 , publicada no Diário Oficial da União em 27 de julho de 2026 . As alterações têm como objetivo fortalecer a estrutura de governança da Quanta Previdência, por meio da ampliação da composição da Diretoria Executiva, que passa a ser formada por três membros: Diretor Executivo, Diretor de Tecnologia e Operações e Diretor de Negócios e Mercado. A criação da nova diretoria reforça a estratégia de crescimento sustentável da Entidade, fortalece o relacionamento com instituidores e parceiros e amplia a capacidade de desenvolvimento de novos negócios, sempre observando as disposições legais, regulamentares e estatutárias. As alterações estatutárias não promovem qualquer alteração nas regras dos planos de benefícios , não impactam direitos, obrigações ou benefícios dos participantes e assistidos, nem modificam a administração dos recursos dos planos. O Estatuto Social atualizado encontra-se disponível para consulta na íntegra , integrando a documentação oficial da Entidade. Esta comunicação é realizada em atendimento à regulamentação aplicável às entidades fechadas de previdência complementar, tendo por objetivo dar ciência da aprovação das alterações estatutárias e da disponibilização do Estatuto Social atualizado. Caso necessite de quaisquer esclarecimentos ou tenha dúvidas, estamos à disposição por meio de nossos canais de atendimento.
Por Vanessa B 6 de agosto de 2026
A Quanta Previdência informa que, em continuidade ao processo de alteração do Regulamento do Plano Cooprev, foi aprovado pelo Conselho Deliberativo um complemento à proposta de alteração regulamentar, em razão da publicação da Resolução CNPC/MPS nº 65, de 13 de maio de 2026 . A proposta anteriormente aprovada foi elaborada em conformidade com a legislação vigente, especialmente com a Resolução PREVIC nº 59/2023 , e tem como objetivo permitir a adequação do Plano Cooprev ao modelo de Plano de Proteção à Preservação Previdenciária (PIPPP) . Após a publicação da Resolução CNPC/MPS nº 65/2026, foi identificada a necessidade de incorporar ao texto regulamentar um ajuste complementar, relacionado ao tratamento dos recursos previdenciários recebidos de planos oriundos de processos de retirada de patrocínio. A alteração anteriormente aprovada permanece inalterada em seus objetivos e diretrizes principais. Principais pontos do complemento: inclusão de previsão regulamentar específica sobre o resgate de recursos recepcionados de planos oriundos de processos de retirada de patrocínio; adequação da redação do Regulamento para apresentar, de forma mais clara, as hipóteses e condições aplicáveis a esse tratamento; alinhamento do texto regulamentar à Resolução CNPC/MPS nº 65/2026 , em complemento às disposições já observadas da Resolução PREVIC nº 59/2023 ; aprimoramento da clareza regulatória e da segurança jurídica do Plano Cooprev; preservação da estrutura, dos objetivos e das diretrizes da alteração regulamentar anteriormente aprovada.  Este comunicado tem como finalidade dar ciência aos participantes sobre o andamento do processo de alteração regulamentar do Plano Cooprev, em conformidade com as obrigações legais e normativas aplicáveis.