Planejando o futuro: por que os jovens precisam pensar na aposentadoria agora

4 de julho de 2025

Com o envelhecimento populacional e os desafios da previdência pública, especialistas reforçam a importância de os jovens pensarem desde cedo na longevidade financeira.


Os recentes acontecimentos sobre o INSS são uma boa oportunidade para refletirmos sobre os desafios enfrentados pelos aposentados no Brasil e as soluções para garantir uma velhice financeiramente estável. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os idosos, atualmente representando 16% da população, podem chegar a 28% até 2046. 


E com a expectativa de vida aumentando, cresce também a pressão sobre o sistema previdenciário, que hoje já enfrenta um déficit crescente. Segundo o Ministério da Previdência Social, entre janeiro e setembro de 2024, o rombo alcançou R$ 265,8 bilhões, superando em R$ 16,9 bilhões o mesmo período de 2023. 


Além disso, atualmente, 92% dos aposentados dependem exclusivamente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que oferece benefícios médios de apenas R$ 1.891,33 — valor insuficiente para manter a qualidade de vida na aposentadoria. Apenas 3% utilizam a previdência privada, enquanto 2% recorrem à ajuda de familiares, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).


A dependência quase exclusiva do INSS demonstra uma falta de preparação financeira que compromete a dignidade dos aposentados. “Diante deste cenário, a previdência complementar não surge apenas como uma alternativa, mas sim como uma ferramenta essencial para garantir uma velhice mais tranquila”, explica Glauco Milhomem, Diretor de TI e Operações da Quanta Previdência.

Com mais de 18 milhões de brasileiros aderindo a planos privados, conforme dados da Fenaprevi, os ativos do setor somam R$ 2,4 trilhões, comprovando o potencial dessa solução.


Educação financeira: a ferramenta de longevidade


No entanto, a adesão à previdência privada exige educação financeira. Segundo a Anbima, 70% dos brasileiros não conseguem poupar mensalmente, e apenas 20% estão efetivamente planejando sua aposentadoria. Nesse cenário, a educação torna-se indispensável. Iniciativas como a plataforma ACQUA, da Quanta Previdência, têm promovido a conscientização sobre a importância de poupar desde cedo e diversificar as fontes de renda.


“Para os jovens, pensar em aposentadoria pode parecer distante, mas é uma necessidade urgente. O tempo é um aliado poderoso: quanto mais cedo começarem a investir, menor será o esforço financeiro necessário para acumular um montante significativo”, destaca Glauco.


Além disso, é preciso considerar o impacto dos regimes próprios de previdência social (RPPS). Em estados como Santa Catarina, por exemplo, que possui 69 municípios com RPPS, o Tribunal de Contas alertou para a necessidade de equilíbrio atuarial. A má gestão desses regimes pode comprometer as finanças municipais, gerando incertezas para os futuros aposentados.


Diante desse cenário, é fundamental que os jovens incluam a aposentadoria em sua pauta de prioridades. A combinação de previdência social, privada e educação financeira é o caminho para garantir um futuro digno, seguro e independente.

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